Ramos-Horta diz que Timor-Leste fala sobre Myanmar sempre que quiser

  • 25/01/2026

"É uma questão que está na agenda da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático] e está na agenda das Nações Unidas, portanto, podemos falar o quanto quisermos", disse José Ramos-Horta, quando questionado pela Lusa sobre o assunto, após chegar a Díli, proveniente da Suíça, onde participou no Fórum Económico Mundial.

 

O Myanmar condenou e protestou formalmente na semana passada contra as autoridades timorenses, depois de o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, ter recebido os representantes das vítimas que entregaram uma queixa-crime no Ministério Público timorense contra os militares da antiga Birmânia.

A Organização dos Direitos Humanos de Chin, a noroeste do Myanmar, na fronteira com a Índia e o Bangladesh, apresentou, este mês, no Ministério Público de Timor-Leste uma queixa-crime contra um grupo de militares daquele país por crimes de guerra e contra a humanidade.

O grupo que apresentou queixa no Ministério Público timorense é apoiado pelo Projeto de Responsabilização do Myanmar (MAP, sigla em inglês) e justificou a escolha de Timor-Leste com base na jurisdição universal penal e pela confiança que tem no sistema de justiça timorense.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Myanmar considerou que o envolvimento das autoridades timorenses com "grupos anti-Governo, que difundem desinformação, procuram incitar a instabilidade e minar deliberadamente a paz e a estabilidade, viola de forma flagrante os princípios fundamentais da Carta da ASEAN".

"Países como a Malásia e outros têm tomado posições públicas. O facto de Timor-Leste ter aderido à ASEAN não significa que fique surdo e mudo em relação à situação no Myanmar ou qualquer outro país", acrescentou o chefe de Estado timorense.

Em fevereiro de 2021, os militares do Myanmar derrubaram o Governo eleito, dirigido por Aung San Suu Kyi, prémio Nobel da Paz, e mergulharam o país numa guerra civil.

Timor-Leste, nomeadamente o Presidente timorense, José Ramos-Horta, tem alertado sistematicamente para a situação naquele país, que é membro da ASEAN, mas foi suspenso após o golpe.

Em Davos, José Ramos-Horta participou num painel, que reuniu líderes globais e especialistas, para analisar a complexa crise humanitária e política em Myanmar.

O diálogo centrou-se na identificação de caminhos concretos para a paz, a estabilidade e a reconciliação nacional em Myanmar.

Os participantes analisaram as implicações da crise para a ASEAN e para a segurança regional, sublinhando a necessidade de uma ação internacional coordenada e eficaz.

Dados divulgados pela Organização dos Direitos Humanos do Estado de Chin referem que a Junta Militar realizou mais de mil ataques aéreos naquela região administrativa, que provocaram a morte a 478 civis, incluindo 91 mulheres e 79 crianças, e destruíram dezenas de unidades de saúde, escolas e edifícios religiosos.

Segundo a ONU, a violência no Myanmar já provocou milhares de mortos e mais de 3,5 milhões de deslocados. Há cerca de 20 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

Leia Também: Timor-Leste garante que "porta está aberta" a investidores angolanos

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2925832/ramos-horta-diz-que-timor-leste-fala-sobre-myanmar-sempre-que-quiser#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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