Reino Unido critica Trump por minimizar papel da NATO no Afeganistão
- 23/01/2026
Em declarações aos jornalistas, o porta-voz de Keir Starmer disse que Trump "errou ao minimizar o sacrifício como parte da NATO no Afeganistão" e "errou ao diminuir o papel das tropas, incluindo das forças britânicas", lembrando que 457 militares britânicos morreram no Afeganistão e muitos outros ficaram feridos.
"Muitos sofreram lesões que mudaram as suas vidas, e o seu sacrifício e o de outros foi feito em nome da segurança e em resposta a um ataque a um aliado", vincou.
Numa entrevista concedida na quinta-feira ao canal norte-americano Fox News, o Presidente dos Estados Unidos alegou que as tropas dos outros países da NATO "permaneceram um pouco afastadas da linha da frente" no Afeganistão.
Trump referia-se à intervenção da coligação internacional liderada por Washington para expulsar o grupo terrorista Al-Qaida após os atentados de 11 de setembro de 2001 que atingiram vários alvos nos Estados Unidos.
O Artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte só foi ativado uma única vez na história da NATO, em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001.
O artigo em questão expressa que os países signatários concordam que um ataque armado contra um ou vários desses países será considerado um ataque a todos.
Mais de 150 mil soldados britânicos serviram no Afeganistão nos anos após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001, o maior contingente depois do norte-americano, e 457 morreram na campanha.
"Esses soldados britânicos devem ser lembrados por quem eram: heróis que deram as suas vidas a serviço da nossa nação", escreveu hoje também o ministro da Defesa britânico, John Healey, na rede social X.
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