Relator da ONU insta a rejeição de resultados das legislativas em Myanmar

  • 24/01/2026

O Exército governa este país do Sudeste Asiático desde a sua independência, em 1948, com exceção de um breve período democrático que desencadeou uma onda de reformas e otimismo entre 2011 e 2021, antes de os militares tomarem novamente o poder através de um golpe de Estado.

 

Os resultados dessas eleições foram anulados, a líder democrática Aung San Suu Kyi foi presa e o seu partido dissolvido, e Myanmar (antiga Birmânia) mergulhou numa guerra civil.

Agora, "a junta organizou novas eleições expressamente para garantir uma vitória esmagadora do seu braço político", sustentou Tom Andrews, relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos no país.

"Ela não correu riscos, proibindo partidos da oposição credíveis, encarcerando figuras políticas populares, silenciando a imprensa, reduzindo a zero as liberdades fundamentais e usando o medo e a coerção para forçar um eleitorado relutante a ir às urnas", acrescentou.

O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), que os especialistas consideram um braço civil da junta, afirma ter conquistado quase 90% dos assentos da câmara baixa do parlamento na primeira fase das eleições, no final de dezembro do ano passado.

Segundo Andrews, a junta espera que os Governos estrangeiros "aceitem o poder militar em trajes civis", e estes "não devem permitir que isso aconteça".

Ex-congressista democrata norte-americano, Tom Andrews afirmou esperar que o último dia de votação, domingo, ponha fim à intimidação, às ameaças, detenções e penas de prisão impostas aos cidadãos birmaneses que criticaram as eleições ou se abstiveram.

O relator especial sublinhou também que a maioria dos países "reconheceu o absurdo das manipulações eleitorais da junta" e que aqueles que aceitarem os respetivos resultados se tornarão "cúmplices".

"O reconhecimento internacional deste exercício fraudulento atrasaria uma resolução genuína para esta crise", alertou.

Os relatores especiais são peritos independentes nomeados pelo Conselho de Segurança da ONU, mas não falam em nome das Nações Unidas.

"Os birmaneses mostraram uma coragem extraordinária ao resistir à tirania militar" e "merecem um futuro por eles decidido, não um processo fraudulento concebido para manter os opressores no poder", defendeu Andrews.

Leia Também: Myanmar rejeita acusações de genocídio de minoria rohingya

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2925259/relator-da-onu-insta-a-rejeicao-de-resultados-das-legislativas-em-myanmar#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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