Republicanos da Florida avançam com revisão de círculos eleitorais para Congresso
- 08/01/2026
Embora a sessão legislativa deste ano na Flórida comece na próxima semana, DeSantis disse que queria aguardar por uma possível decisão do Supremo Tribunal norte-americano sobre uma disposição fundamental da Lei dos Direitos de Voto.
O governador disse que "pelo menos um ou dois" distritos na Florida podem ser afetados pela decisão do Supremo Tribunal sobre um artigo que proíbe a discriminação nos sistemas eleitorais.
"Não creio que seja uma questão de saber se se vão pronunciar. É uma questão de qual será o alcance", disse DeSantis numa conferência de imprensa em Steinhatchee, na Florida.
Atualmente, 20 dos 28 lugares da Florida no Congresso são ocupados por republicanos.
Os distritos eleitorais da Florida que forem redesenhados para favorecer os republicanos podem ter grandes consequências para o plano de Trump para conquistar lugares adicionais nas eleições intercalares de novembro ano, em que estarão em jogo as maiorias republicanas nas duas câmaras do Congresso.
Impulsionada por Trump para preservar a sua pequena maioria republicana na câmara baixa do Congresso nas eleições intercalares, a revisão de mapas eleitorais começou antes do verão no Texas e rapidamente se estendeu.
Em novembro, um painel de três juízes federais decidiu que o estado do Texas não poderá utilizar um novo mapa eleitoral que daria ao Partido Republicano até mais cinco lugares na Câmara de Representantes.
Segundo justifica a decisão judicial, a redefinição de círculos eleitorais terá sido feita com base em critérios raciais, violando a Lei dos Direitos de Voto e a Constituição.
Espera-se que o estado, de maioria republicana, recorra diretamente ao Supremo Tribunal, com base numa lei federal que trata de ações judiciais sobre a redistribuição de distritos eleitorais.
No Missouri, os novos círculos eleitorais poderão dar um lugar adicional ao partido de Trump, embora o mapa enfrente contestações judiciais e uma petição a favor de um referendo estadual sobre a questão.
Em resposta às iniciativas republicanas, no início de novembro os eleitores da Califórnia aprovaram um novo mapa eleitoral para o Congresso que favorece o Partido Democrata, levando o Departamento de Justiça a interpor uma ação judicial contra o estado -- algo que não fez contra os republicanos que adotaram medidas semelhantes.
A revisão dos círculos eleitorais da Califórnia, conhecida como Proposta 50 e que poderá dar mais cinco lugares aos democratas no Congresso, foi contestada em tribunal também pelos republicanos do estado.
O líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, admitiu recentemente a revisão de círculos eleitorais noutros estados democratas como Illinois, Virgínia, Nova Iorque e Maryland.
Nacionalmente, os democratas precisam de conquistar no próximo ano três lugares na Câmara dos Representantes para retomar o controlo, atualmente nas mãos do Partido Republicano, que tenta inverter um padrão histórico de perda de lugares nas eleições intercalares.
Um painel federal de três juízes permitiu em novembro a reformulação dos círculos eleitorais da Carolina do Norte, abrindo caminho a que os republicanos ganhem um lugar na Câmara de Representantes pelo estado nas eleições intercalares de 2026.
O novo mapa, aprovado pelos representantes republicanos na legislatura da Carolina do Norte, coloca em disputa o lugar atualmente ocupado pelo congressista democrata Don Davis, um afro-americano que representa mais de 20 condados no nordeste do estado.
Em novembro, o líder republicano do Senado do Indiana anunciou que a assembleia do estado anulou a votação da revisão de círculos eleitorais planeada para dezembro, alegando falta de apoio dos seus membros, mesmo após pressão da Casa Branca.
Na mesma altura, uma juíza do estado norte-americano do Utah rejeitou um novo mapa eleitoral elaborado por legisladores republicanos e adotou uma proposta alternativa incluindo um distrito com tendência democrata para as eleições intercalares de 2026.
Os republicanos detêm todos os quatro lugares do Utah na Câmara dos Representantes, em Washington, e tinham apresentado um novo mapa que visava protegê-los, mas a juíza Dianna Gibson decidiu que este "favorece indevidamente os republicanos e desfavorece os democratas".
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