Roma convoca embaixador do Irão por repressão "absolutamente inaceitável"
- 14/01/2026
"As mulheres e os homens do Irão estão a lutar nas ruas, pagando um preço muito alto em sangue, sofrimento, prisão e provavelmente tortura. Tudo isso é absolutamente inaceitável. Diálogo não significa aceitar passivamente o espetáculo de um regime que reprime violentamente os seus próprios cidadãos. É por isso que hoje convoquei o embaixador iraniano em Itália", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, perante o parlamento.
Itália junta-se assim a vários outros países que também decidiram convocar os embaixadores do Irão nas respetivas capitais para protestar contra a brutal repressão dos manifestantes. Foi o caso de Portugal, Reino Unido, França e Alemanha, entre outros.
Antes do anúncio do chefe da diplomacia italiana, o gabinete da primeira-ministra, Giorgia Meloni, divulgara um comunicado a indicar que "o Governo italiano acompanha com profunda preocupação a recente situação no Irão e as notícias que chegam sobre as inúmeras mortes entre os manifestantes" e a exortar as autoridades iranianas a garantirem "o respeito pelos direitos do povo, incluindo o direito à liberdade de expressão e de reunião pacífica, e a segurança dos manifestantes nas ruas".
A organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR) afirmou que a repressão dos protestos, que começaram a 28 de dezembro num contexto de crise económica, mas que agora desafiam o poder, está a intensificar-se.
O número de mortos nos protestos terá subido para pelo menos 2.000 pessoas, disse a IHR.
O balanço anterior referia 648 manifestantes mortos em 14 províncias no Irão, de acordo com a mesma ONG.
Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje à tarde que cancelou todas as conversações com as autoridades iranianas, em resposta à repressão dos protestos no país, assegurando aos cidadãos iranianos que "a ajuda está a caminho", sem especificar em que consistirá essa ajuda.
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