Rússia e China "não teriam medo" de uma NATO sem os Estados Unidos
- 08/01/2026
Trump emitiu tal declaração num contexto de tensão internacional relacionada com a Gronelândia, depois de a Casa Branca não ter excluído a possibilidade de os Estados Unidos assumirem por via militar o controlo da enorme ilha que é um território dinamarquês autónomo situado entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico.
"Sempre apoiaremos a NATO, mesmo que ela não nos apoie. A única nação que a China e a Rússia temem e respeitam é os Estados Unidos reconstruídos por Donald J. Trump", escreveu o magnata republicano numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social.
O chefe de Estado norte-americano aproveitou também para criticar todos os países membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) que anteriormente destinavam apenas 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) às despesas com a Defesa.
"Os Estados Unidos, ingenuamente, pagavam por eles. Eu aumentei [a sua contribuição para o orçamento da Aliança Atlântica] para 5% do PIB, e eles pagaram imediatamente", observou.
Por outro lado, Trump reiterou que, se não tivesse intervindo, "a Rússia teria agora toda a Ucrânia".
"Lembrem-se também de que eu, sozinho, pus fim a oito guerras, e a Noruega, membro da NATO, decidiu imprudentemente não me atribuir o Prémio Nobel da Paz", acrescentou o magnata.
As suas declarações surgem depois de Washington ter insistido no controlo da Gronelândia sob o pretexto da "segurança nacional", embora as autoridades dinamarquesas e gronelandesas tenham respondido exigido o fim das ameaças, sublinhando que Copenhaga é um aliado histórico de Washington e que a ilha "não está à venda".
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