Rússia exige tratamento digno para tripulação de petroleiro intercetado pelos EUA
- 08/01/2026
A diplomacia de Moscovo sublinhou que, tendo em conta a presença de cidadãos russos a bordo, Washington deve respeitar "inequivocamente os seus direitos e interesses" e não impedir o seu regresso imediato à Rússia, de acordo com um comunicado citado pela agência de notícias russa TASS.
O Ministério acrescentou estar a acompanhar de perto as informações relativas à interceção da embarcação, anteriormente conhecida como Bella 1, que foi abordada pela Guarda Costeira norte-americana esta manhã.
O navio tinha repelido uma tentativa de abordagem em dezembro e seguido para o Atlântico, período durante o qual a tripulação pintou uma bandeira russa no casco, alterou o nome da embarcação e procedeu ao registo na Rússia.
A abordagem ocorreu sem resistência da tripulação, tendo a Guarda Costeira dos EUA confirmado que não foi avistada qualquer embarcação russa nas proximidades no momento da operação.
De acordo com o jornal norte-americano The Wall Street Journal, a Rússia terá enviado um submarino para escoltar o petroleiro, depois de ter solicitado aos EUA que cessassem a perseguição à embarcação.
Desde o final de dezembro que a Guarda Costeira norte-americana tenta apreender o navio, quando se dirigia à Venezuela para carregar petróleo, no âmbito do bloqueio imposto por Washington a petroleiros de transporte de crude venezuelano, bloqueio que se mantém após a captura do Presidente, Nicolás Maduro, e da transferência para Nova Iorque.
O Marinera é o terceiro petroleiro ligado à Venezuela, integrado numa alegada "frota fantasma" que transporta crude ilícito, apreendido pelos EUA desde o reforço da pressão sobre o Governo venezuelano.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo já tinha manifestado preocupação com o que classificou como uma "situação anormal" em torno do petroleiro, sublinhando que a embarcação navega em águas internacionais do Atlântico Norte, sob bandeira russa e em conformidade com o direito marítimo internacional.
Moscovo denunciou ainda o que considerou ser uma atenção "excessiva e desproporcional" das forças armadas dos EUA e da NATO a um navio civil, afirmando que a Guarda Costeira norte-americana o persegue há vários dias.
"Esperamos que os países ocidentais, que professam o compromisso com a liberdade de navegação em alto mar, garantam que eles próprios defendem este princípio", concluiu a diplomacia russa.
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