Rutte considera "repugnante" violência contra manifestantes no Irão
- 14/01/2026
"O regime opressivo de Teerão está a usar força massiva e violência extrema contra a sua própria população. Há muitos relatos de várias mortes. Considero isto repugnante", afirmou Mark Rutte num evento no Parlamento Europeu, organizado pelo grupo liberal Renew Europe.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) frisou que o regime do Irão está a reprimir "pessoas que protestam pacificamente para expressarem as suas opiniões" e frisou que a "democracia não se resume apenas a parlamentos".
"Sim, os parlamentos são importantes, mas não são tudo. A democracia é feita de parlamentos, mas também de meios de comunicação livres, do direito à manifestação e a expressar livremente as suas opiniões", afirmou.
Mark Rutte disse ainda que "os aliados da NATO estão a acompanhar a crise diariamente" e em "contacto constante" sobre a situação no Irão.
"Desejamos o melhor para o Irão -- não para a sua liderança, mas para o povo iraniano", referiu.
O número de mortos nos protestos que contestam há 16 dias consecutivos o regime do Irão terá subido para pelo menos 2.000, denunciou hoje a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights.
A contestação visava inicialmente o custo de vida, num país sujeito a sanções económicas, mas depois tornou-se num protesto político contra as autoridades de Teerão.
A repressão violenta das manifestações pelas autoridades iranianas já levou a várias condenações da comunidade internacional, tendo a presidente da Comissão Europeia prometido propor novas sanções contra os responsáveis.
Por seu lado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% a qualquer país que faça negócios com o Irão.
Entre os vários países e entidades que condenaram a violência das autoridades da República Islâmica, contam-se Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, o Conselho Europeu e a ONU.
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