Seul admite que falha que permitiu envio de drones para Coreia do Norte
- 20/01/2026
"Isto significa que há uma falha (no sistema de vigilância)", disse Lee numa reunião do Executivo, na qual criticou o Ministério da Defesa por não ter detetado os drones.
O Presidente classificou a aparente atuação do civil como "inaceitável", pedindo sanções "severas", enquanto avança a investigação conjunta da Polícia e do Exército.
Lee alertou sobre a gravidade criminal de uma infiltração com o objetivo de provocar uma guerra, comparando o episódio a "disparar contra o território norte-coreano".
A Coreia do Norte denunciou este mês que drones provenientes do Sul sobrevoaram o seu território em setembro passado e novamente em 04 de janeiro, e exigiu explicações.
Seul negou que se tratasse de aparelhos militares e mantém em aberto a hipótese de uma ação civil.
Na semana passada, um homem de cerca de 30 anos afirmou em entrevista ao canal local Channel A que operou os drones e que o objetivo era medir os níveis de radiação e contaminação por metais pesados numa fábrica de urânio perto do rio Ryesong, na Coreia do Norte.
Paralelamente, uma investigação da agência de notícias Yonhap indica que outro homem na casa dos 30 anos, que já foi interrogado pelas autoridades, teria participado na fabricação dos aparelhos.
Ambos os suspeitos estudaram na mesma universidade, fundaram em 2024 uma empresa de drones e trabalharam no gabinete presidencial sob a administração de Yoon Suk-yeol, cujo mandato começou em maio de 2022 e terminou em abril do ano passado, após ser destituído devido a uma tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024.
O próprio Yoon, atualmente em prisão preventiva, enfrenta um julgamento por supostos envios de drones à Coreia do Norte durante o seu Governo, para além entre outras denúncias de Pyongyang sobre voos com fins propagandísticos.
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