Sobe para quase 652 mil total de afetados pelas cheias em Moçambique

  • 25/01/2026

De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso, com dados até às 13h30 (11h30 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos do país afetaram o equivalente a 141.251 famílias, com registo de 3.396 casas parcialmente destruídas, 767 totalmente destruídas e 71.600 inundadas.

 

Face ao balanço anterior, de sexta-feira, o número de pessoas afetadas aumentou em mais 10 mil, essencialmente nas províncias de Maputo e de Gaza.

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias em cerca de 15 dias, numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 131 pessoas em Moçambique, além de 144 feridos, e 779.506 pessoas foram afetadas, segundo os dados do INGD.

Até 16 de janeiro, era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de outubro a abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.

Segundo os dados de hoje, estão atualmente ativos 94 centros de acomodação - mais três em 24 horas -, com 95.870 pessoas, incluindo 19.516 que tiveram de ser resgatadas. Na nova atualização, contabiliza-se que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 229 unidades sanitárias e 364 escolas, três pontes e 1.336 quilómetros de estrada.

No registo do INGD aponta-se ainda para 232.163 hectares de área agrícola afetados, atingindo a atividade de 174.056 agricultores, além da morte de 74.593 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

Leia Também: Portugal pondera envio de ajuda humanitária face a cheias em Moçambique

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2925571/sobe-para-quase-652-mil-total-de-afetados-pelas-cheias-em-mocambique#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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