Somália nega acusação dos EUA de que destruiu armazém de ajuda alimentar

  • 09/01/2026

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Somália afirmou que os alimentos em questão não foram destruídos e que "os produtos referidos em relatórios recentes permanecem sob a custódia e controlo do Programa Alimentar Mundial, incluindo a ajuda prestada pelos Estados Unidos".

 

As autoridades somalis salientaram que as obras de expansão e reutilização do porto de Mogadíscio (capital da Somália) estão em andamento como parte de um desenvolvimento mais amplo, mas as atividades em curso não afetaram a custódia e a distribuição da assistência humanitária.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na quarta-feira que suspendeu toda a assistência de Washington ao Governo Federal da Somália devido às alegações, afirmando que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem "uma política de tolerância zero para o desperdício, roubo e desvio de assistência vital".

Segundo um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, as autoridades do porto de Mogadíscio demoliram o armazém do Programa Alimentar Mundial (PAM) "sem notificação prévia ou coordenação com os países doadores internacionais, incluindo os Estados Unidos".

O PMA ainda não se pronunciou sobre o assunto.

A Somália "continua totalmente comprometida com os princípios humanitários, a transparência e a responsabilidade, e valoriza a sua parceria com os Estados Unidos e todos os doadores internacionais", acrescentou o Governo somali.

A suspensão dos EUA ocorre num momento em que a administração Trump intensificou as críticas aos refugiados e migrantes somalis nos Estados Unidos, incluindo alegações de fraude envolvendo creches no estado do Minnesota.

A administração impôs restrições significativas aos somalis que desejam entrar nos Estados Unidos e dificultou a permanência daqueles que já se encontram no país.

A agência Associated Press (AP) noticiou que não ficou imediatamente claro o quanto a assistência seria afetada pela suspensão, dado que a administração Trump reduziu drasticamente as despesas com ajuda externa, desmantelou a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) e não divulgou novos dados por país.

Os EUA forneceram 770 milhões de dólares (cerca de 659 milhões de euros) em assistência para projetos na Somália durante o último ano da administração do presidente democrata Joe Biden, mas apenas uma fração deste montante foi diretamente para o Governo.

O Corno de África, onde se localiza a Somália, é uma das nações mais pobres do mundo e tem sido assolada por conflitos crónicos e insegurança exacerbados por múltiplos desastres naturais, incluindo secas severas, há décadas.

Leia Também: Ministro israelita está na Somalilândia após reconhecimento do território

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2915942/somalia-nega-acusacao-dos-eua-de-que-destruiu-armazem-de-ajuda-alimentar#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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