Trump ataca The New York Times e "falsas sondagens". "Atos criminosos"
- 23/01/2026
O líder da Casa Branca publicou três mensagens iradas na sua rede social Truth Social, a partir do avião presidencial que o transportava de regresso a Washington depois de participar no Fórum Económico Mundial, em Davos na Suíça, em reação a uma sondagem realizada pelo Instituto de Investigação Siena, em colaboração com o diário nova-iorquino.
"A sondagem do Times Siena, que sempre foi extraordinariamente negativa a meu respeito (...) será acrescentada ao meu processo contra estes falhados do The New York Times", escreveu Trump, referindo-se a uma ação por difamação já intentada contra o jornal e três dos seus jornalistas no ano passado, na qual exige uma compensação de 15 mil milhões de dólares (12,7 mil milhões de euros).
Donald Trump ameaçou que os autores "serão responsabilizados por todas as suas mentiras e práticas ilícitas da esquerda radical", defendendo que "sondagens falsas e fraudulentas" deveriam ser "teoricamente consideradas crimes".
Noutra mensagem, criticou também vários jornais e estações de televisão que acusou de publicarem sondagens tendenciosas, elencando a ABC, a NBC, a CBS, a CNN, além do The Wall Street Journal e até a Fox News, que é próxima da sua administração.
"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para impedir que esta fraude nas sondagens continue", acrescentou.
As declarações de Donald Trump surgem no contexto das eleições intercalares previstas para este ano, nas quais as sondagens indicam perspetivas sombrias para a representação republicana.
A pesquisa do The New York Times/Siena revela que 56% dos inquiridos estão insatisfeitos com o desempenho do Presidente norte-americano, contra 40% satisfeitos.
As opiniões desfavoráveis prevalecem também em relação às tarifas comerciais, usadas como instrumento da sua política económica, bem como aos métodos utilizados pelos serviços federais de Imigração e Alfândega (ICE).
O líder da Casa Branca pretende fazer campanha intensa nas eleições intercalares, nas quais é disputado o controlo republicano das duas câmaras do Congresso.
"Ele vai fazer campanha como se fosse a eleição (presidencial) de 2024", segundo a sua chefe de gabinete, Susie Wiles, em declarações ao jornal The New York Post, sobre as eleições intercalares previstas para novembro, dois anos após a vitória nas presidenciais, onde destronou a democrata Kamala Harris, obtendo 49,8% do voto popular e uma larga maioria no colégio eleitoral.
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