Trump vai supervisionar "grande investigação" sobre morte de Alex Pretti
- 28/01/2026
"Estamos a realizar uma grande investigação. Quero ver a investigação e vou supervisioná-la", explicou o governante, em declarações à imprensa na Casa Branca antes de partir para Iowa, onde discursará sobre a economia.
Nas mesmas declarações, Trump garantiu que a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, continuará no cargo apesar de a oposição exigir a sua demissão.
Noem está a fazer "um excelente trabalho", disse Trump.
O Presidente também classificou como "muito triste" a morte Alex Pretti, baleado no sábado por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla inglesa).
Embora tenha recusado classificar Pretti como um "assassino", como fez o seu conselheiro Stephen Miller, Donald Trump considerou, no entanto, que o enfermeiro de 37 anos não deveria ter levado uma arma para uma manifestação.
A Casa Branca tem sustentado que a morte de Alex Pretti foi um caso de legítima defesa, alegando --- apesar de as imagens mostrarem o contrário --- que este se aproximou dos agentes do ICE brandindo uma arma, com a clara intenção de cometer "um massacre".
Embora fosse portador de uma arma, com a respetiva licença, como confirmaram a polícia local e a família, vários vídeos mostram Alex Pretti a aproximar-se dos agentes com um telemóvel na mão para ajudar uma pessoa imobilizada no chão, antes de ser, por sua vez, obrigado a ajoelhar-se, espancado, desarmado e morto a tiro.
Muitas vozes dentro e fora do Minnesota, o estado onde fica Minneapolis, pediram investigações independentes e exaustivas sobre a morte de Pretti por tiros disparados por agentes do ICE.
Trump lembrou também que, para diminuir a tensão na cidade, enviou o seu responsável pela política de deportações em massa, Tom Homan, para substituir como interlocutor com as autoridades locais o oficial do ICE Greg Bovino, que liderou as rusgas em Minneapolis nas últimas três semanas.
"Como já sabem, Tom Homan está agora em Minnesota. Ele está reunido com o governador e com o presidente da câmara, e disseram-me que tudo está a correr muito bem", disse Trump.
Alex Pretti estava armado no sábado, o que alguns responsáveis norte-americanos usaram para defender a ação dos agentes federais, suscitando protestos de representantes do lobby pró-armas.
Trump conversou na segunda-feira com o presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador do Minnesota, Tim Walz, para evitar uma deterioração da segurança na cidade e anunciou que enviaria 3.000 agentes federais para ajudar a controlar os distúrbios.
Frey afirmou que espera que alguns dos 3.000 agentes federais enviados por Washington deixem a cidade ainda hoje.
A morte de Alex Pretti gerou uma grande pressão sobre a Casa Branca devido à sua operação militarizada em Minneapolis.
Esse destacamento começou no início de janeiro, depois que Trump colocou em foco casos de desvio de fundos federais envolvendo a comunidade somali da cidade.
A morte de Pretti foi a segunda morte de um cidadão de Minneapolis por tiros de agentes de imigração em menos de três semanas, após a morte de Renee Good em 07 de janeiro.
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