Trump ameaça Coreia do Sul com mais taxas por demora de acordo
- 27/01/2026
"Como o Parlamento coreano não promulgou o nosso histórico Acordo Comercial, o que é sua prerrogativa, estou a aumentar de 15% para 25% as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todas as outras tarifas recíprocas", publicou Trump na rede Truth Social.
Na publicação, Trump recorda o "excelente acordo para ambos os países" alcançado com o homólogo sul-coreano Lee Jae Myung a 30 de julho de 2025, cujos termos foram reiterados na visita a Seul, a 29 de outubro de 2025, pelo presidente norte-americano.
"Porque é que o Parlamento sul-coreano ainda não o aprovou?", questiona Trump, criticando os deputados por "não cumprirem o acordo assinado com os Estados Unidos".
"Os nossos acordos comerciais são muito importantes para os Estados Unidos. Em cada um destes acordos, agimos rapidamente para reduzir as nossas tarifas de acordo com o que foi acordado. Naturalmente, esperamos que os nossos parceiros comerciais façam o mesmo", sublinha.
Trump tem usado as tarifas alfandegárias como um instrumento de política económica, para diminuir o défice comercial norte-americano, mas também para coação política, mais recentemente ameaçando com sobretaxas os países europeus que apoiaram a Dinamarca na crise em torno da Gronelândia.
No seu primeiro dia de mandato, a 20 de janeiro de 2025, Trump assinou um memorando intitulado "Política Comercial 'América Primeiro'", delineando as prioridades imediatas e orientando as agências governamentais para rever os desequilíbrios comerciais.
A 01 de fevereiro de 2025 anunciou a primeira grande vaga de novas tarifas, de 25% sobre todos os produtos do México e do Canadá, e mais 10% sobre os produtos da China.
As tarifas universais sobre o aço e o alumínio entraram em vigor a 12 de março de 2025.
Trump invocou a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA) para declarar o estado de emergência nacional em relação aos défices comerciais, em abril de 2025.
A medida permitiu estabelecer uma tarifa básica universal de 10% sobre quase todas as importações de todos os países.
A 09 de abril de 2025 foram implementadas tarifas "recíprocas" específicas, nas quais as taxas para determinados países (como uma taxa de 104% sobre a China) foram aumentadas para corresponder aos impostos que esses países cobram sobre os produtos norte-americanos.
Desde então, o seu governo tem vindo a negociar acordos com os principais parceiros comerciais, muitas vezes reduzindo as tarifas em contrapartida de aumento das compras de produtos norte-americanos e investimentos industriais no país.
No acordo com Washington, os principais compromissos da Coreia do Sul, em troca da redução das tarifas, incluem investimentos de 350 mil milhões de dólares (295 mil milhões de euros) nos Estados Unidos.
O total inclui 150 mil milhões de dólares a investir na indústria naval norte-americana e 200 mil milhões de dólares para setores estratégicos como semicondutores, energia nuclear e inteligência artificial.
O acordo prevê ainda que Seul compre 100 mil milhões de dólares em Gás Natural Liquefeito (GNL) e outros produtos energéticos e 25 mil milhões de dólares em equipamento militar norte-americano até 2030, além de fornecer 33 mil milhões de dólares em apoio ao destacamento militar dos EUA na Coreia (USFK).
A Coreia do Sul comprometeu-se também permitir que mais automóveis norte-americanos entrem no seu mercado coreano sem modificações, além de simplificar a certificação de emissões para as exportações de automóveis e agilizar as aprovações para a biotecnologia agrícola e produtos alimentares norte-americanos.
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