Trump revoga Estatuto de Proteção Temporária para imigrantes somalis

  • 14/01/2026

A decisão afeta algumas centenas de pessoas e surge no contexto da repressão à imigração em Minneapolis, cidade onde vive uma grande comunidade somali e onde os protestos de rua se intensificaram após um agente do Serviço de Imigração e Alfândegas dos EUA ter matado uma cidadã norte-americana, noticiou a agência Associated Press (AP).

 

O Departamento de Segurança Interna indicou, em comunicado, que os cidadãos somalis abrangidos deverão abandonar os Estados Unidos até 17 de março, data em que expiram as proteções em vigor, que tinham sido prorrogadas pela última vez pelo ex-Presidente Joe Biden.

"Temporário significa temporário", afirmou a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, acrescentando que a decisão coloca "os [norte-]americanos em primeiro lugar".

O Serviço de Investigação do Congresso referiu, na primavera passada, que a população somali abrangida pelo Estatuto de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) era de 705 pessoas, num universo de quase 1,3 milhões de imigrantes protegidos por este estatuto.

No entanto, Trump tem revertido proteções concedidas a cidadãos de vários países durante o seu segundo mandato presidencial.

O Congresso criou o programa de TPS em 1990 para apoiar cidadãos estrangeiros que tentam sair de países com condições instáveis ou ameaçadoras.

A Somália recebeu esta designação pela primeira vez durante a presidência de George H.W. Bush, em 1991, em plena guerra civil. O estatuto foi prorrogado ao longo de décadas.

Noem sustentou que as circunstâncias na Somália "melhoraram ao ponto de já não cumprirem os requisitos legais para o TPS".

Situada no Corno de África, a Somália é um dos países mais pobres do mundo e tem sido afetada durante décadas por conflitos crónicos, agravados por várias catástrofes naturais, incluindo secas severas.

Trump tem visado imigrantes somalis com retórica racista e acusou a comunidade em Minneapolis de defraudar em grande escala programas federais.

Em dezembro, Trump afirmou que não queria somalis nos Estados Unidos, dizendo que "vêm do inferno" e que "não contribuem em nada".

Por seu turno, o primeiro-ministro somali na altura, Hamza Abdi Barre, respondeu que o melhor era ignorar as afirmações de Trump.

No ano passado, a administração Trump retirou também deste estatuto cidadãos sul-sudaneses, birmaneses, venezuelanos, haitianos, hondurenhos, nicaraguenses, afegãos, nepaleses, sírios e camaronenses.

Leia Também: "Se tivesse de escolher, Gronelândia optaria pela Dinamarca e não EUA"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2918813/trumprevoga-estatuto-de-protecao-temporaria-paraimigrantes-somalis#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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