Ucrânia: Hungria faz petição contra "financiamento continuado da guerra"
- 28/01/2026
O secretário de Estado húngaro, Janos Nagy, explicou que serão enviadas cartas com esta petição aos cidadãos do país, que terá este ano eleições gerais, agendadas para 12 de abril.
Também está prevista uma campanha de cartazes, bem como comunicações na televisão e na Internet.
A petição, segundo o texto hoje divulgado, pretende que os cidadãos expressem a sua oposição ao "financiamento continuado da guerra russo-ucraniana", ao "financiamento do Estado ucraniano durante os próximos 10 anos" e ao "aumento dos preços da energia devido à guerra".
Os húngaros poderão indicar se se opõem a uma, duas ou três das opções apresentadas na petição e enviar a sua resposta antes de 23 de março, três semanas antes das eleições.
Esta é a iniciativa mais recente do Governo nacionalista próximo de Moscovo de se distanciar da política da UE, que tem implementado sanções contra a Rússia e apoiado financeiramente a Ucrânia.
No poder há quase 16 anos, Orbán está em desvantagem nas sondagens independentes há meses, num contexto de estagnação económica e de crescente insatisfação com os serviços públicos.
O partido de Orbán, o Fidesz, é ultrapassado pelo Tisza, de Peter Magyar.
Peter Magyar, que o Fidesz procura apresentar como uma "marioneta de Bruxelas", acusou, por sua vez, o partido no poder de recorrer a esta petição para desviar os eleitores das "questões reais" do país.
Magyar é um antigo membro do Fidesz.
A mais recente sondagem, publicada pelo Instituto Idea, prevê uma vitória do Tisza com 47% dos votos, contra 39% para o Fidesz.
Contudo, o sistema eleitoral húngaro, no qual 106 dos 199 assentos parlamentares são eleitos diretamente e 93 proporcionalmente por meio de listas nacionais, foi reformado nos últimos anos, supostamente para beneficiar o Fidesz, segundo críticos do executivo de Orbán.
Orbán governa com uma maioria de dois terços no parlamento, depois de ter vencido quatro eleições consecutivas desde 2010.
Nas eleições mais recentes, em 2022, o Fidesz, juntamente com um parceiro minoritário de extrema-direita, conquistou mais de 54% dos votos, garantindo 135 dos 199 lugares no parlamento.
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