Venezuela anuncia "conversações exploratórias" com Estados Unidos
- 10/01/2026
O Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, no poder desde a detenção de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, a 03 de janeiro deste ano, "decidiu iniciar um processo diplomático exploratório com o Governo dos Estados Unidos, visando restabelecer os laços diplomáticos entre os dois países", refere o comunicado.
Tais conversações destinam-se também a "abordar as consequências derivadas do ataque [norte-americano à Venezuela] e do sequestro" de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, "bem como a discutir uma agenda de trabalho de interesse mútuo", referia-se ainda na nota.
Yvan Gil confirmou que uma delegação de diplomatas norte-americanos esteve hoje em Caracas para equacionar a reabertura das embaixadas dos respetivos países.
Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano tinha anteriormente indicado que uma equipa formada por funcionários diplomáticos e de segurança da Unidade de Negócios Estrangeiros na Venezuela, incluindo o encarregado de negócios desse gabinete, John McNamara, tinha viajado para a capital venezuelana.
"Eles deslocaram-se a Caracas para efetuar uma avaliação inicial com vista a uma retomada gradual das operações" diplomáticas norte-americanas na Venezuela, afirmou.
Num comunicado, o chefe da diplomacia venezuelana avançou que a Venezuela também enviará uma delegação a Washington "para realizar as tarefas correspondentes", mas não especificou quando.
Contudo, sublinhou que, como afirmou a Presidente interina, "a Venezuela lidará com a agressão por meio de canais diplomáticos, convicta de que é esse o caminho legítimo para a defesa da soberania, a reposição do Direito Internacional e a preservação da paz".
Neste contexto, Gil reiterou a "condenação internacional de a Venezuela ter sido vítima de uma agressão criminosa, ilegítima e ilegal contra o seu território e o seu povo, ação que resultou na morte de mais de uma centena de civis e militares que, em defesa da pátria, foram assassinados em flagrante violação do Direito Internacional".
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