Venzuela. Sánchez pede libertação de mais presos a Delcy Rodríguez
- 13/01/2026
"Transmiti à presidente temporária da Venezuela a necessidade de continuar a libertar presos políticos", disse Pedro Sánchez, em Madrid, em resposta a uma pergunta de jornalistas sobre a conversa com Delcy Rodríguez, na semana passada, por telefone.
O líder do Governo espanhol falou também, no mesmo dia, com o dirigente da oposição venezuelana Edmundo González, que se diz vencedor das eleições de 2024 e por isso o presidente legítimo da Venezuela.
Por outro lado, ainda na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, falou por telefone com o homólogo no Governo dos Estados Unidos, Marco Rubio.
O Governo de Espanha disse a todos estar "disponível para trabalhar em conjunto" com todas as partes "para abrir caminho à transição" na Venezuela, depois da captura do anterior Presidente, Nicolas Maduro, pelos EUA, numa operação militar em 03 de janeiro, afirmou Sánchez.
O líder do Governo espanhol defendeu que essa transição para "a democracia e eleições livres" tem de ser "pacífica e inclusiva", integrando "todos os elementos que representam a sociedade" venezuelana.
"Porque o futuro da Venezuela tem de ser decidido pelos próprios venezuelanos. O resto dos países, aquilo que temos de fazer, é contribuir para que essa transição se produza, com umas eleições, livres, transparentes, limpas, e um governo plenamente legítimo", afirmou.
Sánchez disse já, várias vezes desde 03 de janeiro e da captura de Maduro, estar disponível para ser mediador na atual situação da Venezuela.
Sobre as declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Gronelândia, ilha que faz parte do território da Dinamarca, Sánchez reiterou que se os norte-americanos têm preocupações com a segurança do Ártico, há meios para a garantir no seio da UE e da NATO.
A "segurança coletiva" dos países ocidentais não é incompatível ou contraditória com a garantia de segurança dos EUA, sublinhou.
Sánchez voltou a insistir que Espanha "defende a vigência da NATO", numa relação que não "admite desigualdades".
"Uma relação de igual para igual entre dois projetos políticos, como são a União Europeia e os Estados Unidos", afirmou.
Pedro Sánchez falava na sede do Governo de Espanha ao lado do primeiro-ministro da Grécia, Kyriákos Mitsotákis, no final de uma reunião dos dois governantes.
Sobre a Gronelândia, Kyriákos Mitsotákis defendeu, segundo a tradução simultânea para espanhol das declarações que fez em grego, que a Europa deve estar "na primeira linha de defesa da independência dos territórios de todos os Estados-membros" e que "há soluções benéficas para os dois lados do Atlântico", para a UE e para a NATO, relativamente à segurança na região do Ártico.
A UE deve manter-se unida, disse o primeiro-ministro grego, que acrescentou estar convencido de que "prevalecerá a lógica" e se encontrarão soluções "boas e benéficas" sem questionar ou pôr em perigo as relações transatlânticas.
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