Von der Leyen recorda a Zelensky que UE é quem "mais apoiou" a Ucrânia
- 23/01/2026
"Sabemos que nunca igualaremos o sacrifício do povo ucraniano, mas o que podemos fazer é estar ao seu lado e penso que os números [de fundos de apoio à Ucrânia] falam por si, assim como o empenho pessoal de todos nós", afirmou Von der Leyen.
A presidente da Comissão Europeia falava em conferência de imprensa no final da cimeira extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, e reagia às palavras de Volodymyr Zelensky, que acusou a Europa de estar fragmentada e parecer perdida quando se trata de lidar com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Von der Leyen disse que, do lado europeu, "as ações valem mais do que as palavras".
"Somos quem mais apoiou a Ucrânia: mais de 193 mil milhões de euros e o Conselho Europeu acabou de decidir acrescentar a isso outros 90 mil milhões de euros para os próximos dois anos", referiu.
Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, questionado também sobre as declarações de Zelensky, pediu que o foco quanto à Ucrânia esteja "na questão principal".
"E a questão principal é apoiar os ucranianos a alcançar uma paz justa e duradoura. É isso que temos feito desde o primeiro dia e continuaremos a apoiar a Ucrânia e os ucranianos para que alcancem uma paz justa e duradoura", referiu.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou esta quinta-feira uma Europa que considera fragmentada e que parece perdida quando se trata de lidar com o líder norte-americano, Donald Trump.
"Em vez de se tornar numa verdadeira potência global, a Europa continua a ser um belo, mas fragmentado, caleidoscópio de pequenas e médias potências", lamentou Zelensky no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, acrescentando que "a Europa parece perdida quando tenta convencer o Presidente norte-americano a mudar" as suas posições.
Num discurso contundente, o Presidente ucraniano condenou a inação da Europa num mundo repleto de desafios, incluindo a invasão russa do seu país, afirmando que "nada mudou" num ano e que por vezes se sente como se estivesse no filme "Feitiço do Tempo", em que o protagonista está condenado a reviver o mesmo dia até que mude de atitude.
"No ano passado, aqui em Davos, terminei o meu discurso com as palavras: 'A Europa precisa de saber defender-se'. Passou um ano e nada mudou. Ainda estamos numa situação em que preciso repetir as mesmas palavras", declarou.
Os líderes da União Europeia reuniram-se esta quinta-feira numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos, entretanto retiradas, de impor tarifas a países que se opõem às intenções norte-americanas sobre a Gronelândia.
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